Uma avalanche de acontecimentos, obviamente, aconteceram. E COMO aconteceram. A intesidade dos últimos, então… não sei como medir o impacto deles em minha vida.
Basicamente, a imprevisibilidade do amanhã é o que mais me instiga. Perturbadora é a definição correta para a maneira com que tive que aprender a lidar com coisas inesperadas, contornar, reavaliar a vida, adaptar a minha visão das coisas, mudar meu comportamento.
Na maioria das vezes, aprender a lidar com coisas inesperadas, contornar, reavaliar a vida, adaptar a visão das coisas, mudar o comportamento, são passos que se aprendem ao longo de uma vida inteira E existem casos em que isso acontece pausadamente, de uma vez só, em eventos sucessórios. Fantástico. Resuminho: ou a pessoa tem a sorte de ter a oportunidade de receber o impacto lerdamente (assim poderia ser chamado de impacto?), em cada fase da vida, ou não. Ela recebe em doses homeopáticas, só que tudo em apenas uma bolinha de açúcar.
Não sei dizer se a vida vai ficando mais leve ou mais pesada. Depende de como a interpretação é concebida.
No momento, acho que não me compete narrar minha história pessoal, mas apenas deixar registradas as pequenas lições que “aparecem no ar” e nos pegam de surpresa… e, claro, não há como recusar a validade delas diante da vida como um todo.
1. Tolerância
2. Autonomia (no sentido de valorizá-la a cada atitude)
3. Paciência (realmente, uma grande virtude)
4. Adaptação
5. Aceitação (O problema não está na imutabilidade das coisas e sim em como lidamos com o fato de serem imutáveis)
E por aí vai… talvez até seja legal dar continuidade a essa série. Mas, para o momento, acho que está ótimo. Engraçado… são coisas que nos permeiam o tempo todo e que quase ninguém fala sobre ou ao menos pensa quando lida diretamente com uma situação que necessita (quase) plenamente de uma dessas características.
Por que necessitamos de um estado limítrofe para poder refletir e mudar nosso comportamento? Por que precisamos de uma pausa cega para enxergar o que, constantemente, esta diante de nossos olhos?
Teorias… teorias e teorias…


